Santa Bárbara segue com a dispensação de medicamentos para tratamento da esporotricose animal
A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste, por meio da Secretaria de Saúde, segue disponibilizando de forma gratuita medicamentos para tratamento da esporotricose animal no Município. O DVZ (Departamento de Vigilância em Zoonoses) reforça que, para o recebimento, o tutor do animal deve primeiramente procurar atendimento médico-veterinário para diagnóstico da doença. Desde o início do ano, a Divisão de Controle Animal do DVZ já registrou 28 notificações, com 24 animais recebendo as medicações. No período, houve a dispensação de 2.530 unidades entre cápsulas e comprimidos.
Em 2025, houve registro de 308 notificações de animais com a doença, com 262 recebendo as medicações gratuitamente, o que gerou a dispensação de 31.980 cápsulas e comprimidos. A iniciativa conta com apoio do COMDEMA (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente) de Santa Bárbara d’Oeste.
Segundo o DVZ, após a notificação obrigatória, as medicações podem ser retiradas no local, nos dias e horários informados abaixo, mediante apresentação de comprovante de endereço do município e documento pessoal do proprietário do animal (RG/CPF), além de documento de notificação obrigatória do caso e receita veterinária atualizada (válida por 30 dias), ambos emitidos pelo médico-veterinário.
Os tutores de baixa renda com residência em Santa Bárbara d’Oeste podem solicitar atendimento na Clínica Veterinária Municipal “Meu Pet”. Na unidade, os tutores deverão apresentar comprovante de endereço recente, documento pessoal do proprietário do animal (RG/CPF), além de preencher um termo de vulnerabilidade durante o agendamento da consulta. Os atendimentos na clínica ocorrem de segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas.
Os animais atendidos na Clínica “Meu Pet”, com o diagnóstico de esporotricose, já receberão os medicamentos necessários no local, conforme prescrição do médico-veterinário. A dispensação será suficiente para 30 dias de tratamento. Após isso, o tutor deverá ir até o Departamento de Vigilância em Zoonoses com a receita atualizada para novo fornecimento (a atualização da receita deverá ser realizada pelo profissional, sempre preconizando o acompanhamento dos casos). Em casos de atendimento em clínicas particulares, o tutor deverá sempre ir até o DVZ munido dos documentos já citados para solicitar os medicamentos.
O Departamento de Vigilância em Zoonoses ressalta que apenas os medicamentos de rotina para o tratamento da esporotricose animal estão disponíveis pelo Município e que outros fármacos, de uso em casos específicos e prescritos pelo médico-veterinário, deverão ser adquiridos em estabelecimentos particulares, conforme orientação do profissional. A entrega dos medicamentos ocorre em dois dias durante a semana: às terças-feiras, das 8 às 12 horas, e às quintas-feiras, das 13 às 16 horas.
Além da entrega de medicamentos, técnicos do Setor de Controle Animal do Departamento de Vigilância em Zoonoses seguem com as visitas às residências notificadas para a entrega de material informativo e esclarecimento de dúvidas sobre a esporotricose. O setor também segue com um cronograma de palestras nas unidades escolares da cidade.
Dentre os objetivos das ações, estão conscientizar a população sobre a esporotricose e incentivar o tratamento precoce dos animais acometidos pela doença. A esporotricose felina é uma doença de notificação obrigatória na cidade – Lei Municipal nº 4394/2023 – e todos os casos suspeitos ou confirmados em animais (cães e gatos) devem ser notificados pelo profissional responsável via e-mail: ccz.saude@santabarbara.sp.gov.br
A doença
A esporotricose é uma zoonose causada por um fungo do complexo Sporothrix, encontrado no solo associado a restos vegetais. No Brasil, o principal causador da micose é o Sporothrix brasiliensis. Atualmente, o felino doente é considerado o principal transmissor da doença.
Os felinos adquirem a micose ao enterrar as fezes em ambiente contaminado e ao afiar as unhas em madeiras com o fungo. A transmissão também pode ocorrer por mordeduras e arranhaduras de outros animais doentes. Os seres humanos podem se infectar ao manusear felinos doentes e na lida com a terra, palhas, madeiras e espinhos contaminados com o fungo. Outros animais, como os cães, também podem adquirir a doença.
Nos felinos, há o aparecimento de feridas cutâneas principalmente em focinho, cabeça e membros. Nos seres humanos, a lesão inicia-se com um pequeno nódulo vermelho que pode evoluir para uma ferida.
Tanto para os humanos quanto para os animais, há tratamento e este se baseia no uso de antifúngicos; entretanto, o início precoce do tratamento, principalmente nos animais, é fator crucial para a cura da doença.
Os principais pontos na prevenção da doença incluem:
– Usar luvas no manejo de animais doentes e na lida com a terra
– Higienizar com água sanitária o ambiente e objetos possivelmente contaminados
– Os animais, principalmente os felinos, não devem ter acesso à rua. Essa é a principal forma de prevenção para os animais. Mantenha-os sempre em ambientes controlados
– Os animais doentes não devem ser abandonados. Além do abandono de animais ser crime, existe tratamento e cura
– Os animais que vieram a óbito pela doença não podem ser enterrados. Procure pelo DVZ para incineração do animal.
Em caso de dúvidas e mais informações, as pessoas podem entrar em contato no Departamento de Vigilância em Zoonoses pelo telefone (19) 3454.4020, de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas.
O Departamento de Vigilância em Zoonoses está localizado na Estrada da Cachoeira, 1.365, no São Joaquim. Já a Clínica Veterinária Municipal “Meu Pet” fica na Avenida Prefeito Isaías Hermínio Romano, 467, no Jardim Souza Queiroz.
Serviço:
Entrega de medicamentos para tratamento da esporotricose animal
Terça-feira, das 8 às 12 horas, e quinta-feira, das 13 às 16 horas
Local: Departamento de Vigilância em Zoonoses | Estrada da Cachoeira, 1.365, São Joaquim, Santa Bárbara d’Oeste/SP
Documentos: Comprovante de endereço do Município (recente), documento pessoal do proprietário do animal (RG/CPF), documento da notificação obrigatória realizada pelo profissional que atendeu o animal e receita veterinária atualizada (válida por 30 dias)
Informações: (19) 3454.4020, de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas
