Apesar da informação da Prefeitura de Santa Bárbara d’ Oeste na audiência pública realizada ontem (25), na Câmara Municipal, de ter investido mais de R$ 284 milhões na área de Saúde no ano de 2025, as queixas de pacientes sobre a falta de medicamentos básicos nas farmácias da rede municipal e a longa espera para exames não cessaram, desde o ao passado. Várias pessoas enviaram mensagens à redação questionando “em qual cidade foi investido esse dinheiro?”.
Além da falta de leite especial para crianças que necessitam desse alimento para sobreviver, como é o caso do garoto Davi Pedroso, que sofre de desnutrição crônica, vários medicamentos continuam em falta desde o ano passado nas Unidades Básicas de Saúde. Rita Shendroski relatou que foi pegar alguns medicamentos, entre eles, dipirona e diclofenaco e todos estão em falta. “Sem previsão para chegar. Absurdo isso”, reclamou. Entre os medicamentos em falta citados pelos pacientes constam também: Prolopa, Biperideno e o antidepressivo Sertralina.
Eva Bragante contou que está há quase um ano esperando para fazer ultrassom no joelho e há mais de um ano para fazer colonoscopia e não há previsão. Já Jane Fagundes citou a demora de 10 meses ou mais para pegar um resultado de exame de sangue e Célia Luccas disse que aguarda há um ano e 5 meses pela ressonância. Outros pacientes estão aguardando por esse exame há mais de três anos.
Segundo a Prefeitura, do montante aplicado no exércício de 2025, a Atenção Especializada somou R$ 94,9 milhões em despesas liquidadas, reforçando a oferta de consultas, exames e procedimentos de média e alta complexidade e a Saúde Geral registrou R$ 30,5 milhões em investimentos, enquanto a Atenção Básica contabilizou R$ 4,7 milhões e a Vigilância em Saúde R$ 1,4 milhões. A Assistência Farmacêutica totalizou R$ 4,5 milhões no período.










