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Questões climáticas e eventos extremos podem impactar o Brasil, afirma Waldez Góes

Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, Waldez Góes ressalta o trabalho que o Governo do Brasil tem feito desde 2023 para responder casos de eventos extremos e lembra a importância do Defesa Civil Alerta, criado em 2024, que já salvou inúmeras vidas

As tragédias ambientais ocorridas neste ano, em Minas Gerais, e no Rio Grande do Sul, em 2024, não são eventos isolados e estão inseridas num contexto mais amplo, ligado a eventos extremos decorrentes das mudanças climáticas que afetam centenas de municípios brasileiros.

Entrevistado nesta quarta-feira (4/3) no programa Bom Dia, Ministro, Waldez Góes, titular da pasta da Integração e do Desenvolvimento Regional, afirmou que atualmente mais de 1,2 mil municípios brasileiros estão em situação de emergência. “Nós temos hoje no Brasil, somando estiagem, enchentes, deslizamento, 1.225 decretos municipais reconhecidos por nós. Ou seja: temos 1.225 municípios no Brasil que estão vivendo situação de emergência por estiagem ou por enchentes”, afirmou.

Em algumas regiões, como no Nordeste, o ministro ressaltou que ocorrem as duas situações. “Essa é a história dos eventos extremos. Se a gente pegar o Nordeste, que até poucos dias 100% dos decretos de emergência eram por estiagem, hoje a gente já passa a ter decreto por enchentes, também”, revelou.

“O presidente Lula assumiu o governo no dia 1º de janeiro. Ele assumiu dois compromissos, dentre tantos, falando de calamidade, de desastre, de eventos: retomou a política de resposta à população, de assistir à população numa situação de desastre, seja por enchentes, por queimadas, por estiagem, por deslizamento de terra, por seca, ou qualquer situação. E retomou a política de prevenção”, Waldez Góes (Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional)

Referindo-se especificamente a Minas Gerais, Waldez Góes explicou como a intensidade das chuvas contrariaram as previsões e foram determinantes para os deslizamentos que causaram as tragédias, principalmente nos municípios de Juiz de Fora e Ubá.

“Vou apresentar um dado para a gente ter noção do que é lidar com eventos extremos. Nós tivemos, durante o mês de fevereiro, a maior incidência de chuva na Zona da Mata da história. Quase 900 milímetros de água caíram no mês. Isso nunca existiu na história da Zona da Mata. Na semana do incidente, a previsão de todos os modelos matemáticos era de 200 milímetros de chuva distribuídos em cinco dias. Os órgãos que monitoram a meteorologia nos informaram que fizéssemos essa interlocução com os municípios e o estado que naqueles cinco dias, a partir de segunda-feira (23/2), estava previsto 200 milímetros de chuva. Caíram quase 200 milímetros em cinco horas na Zona da Mata, com frequência maior em Juiz de Fora e Ubá”, detalhou. “Isso aconteceu também no litoral paulista. A previsão era, no máximo, 300 milímetros e caíram 680 milímetros em São Sebastião”, prosseguiu.

RIO GRANDE DO SUL – Ao recordar o caso do Rio Grande do Sul, Waldez Góes lembrou que o cenário também não foi possível de ser previsto, principalmente por conta do que havia ocorrido no estado em 2023, ano anterior à tragédia. “Lá no Rio Grande do Sul todo o primeiro semestre de 2023 foi de estiagem. Nós operamos com carro-pipa no Rio Grande do Sul em 400 municípios em situação de emergência por situação de estiagem”, lembrou.

“Em regra, pelas estações, o primeiro semestre de 2024 deveria ser também de estiagem. Mas não foi o que aconteceu. Em vez de ter estiagem, nós tivemos o maior desastre da história do Brasil. Então, essa é a realidade de extremos que nós vivemos de mudanças climáticas, que desafiam a gente a lidar, às vezes, no mesmo estado, com seca e com enchente”, continuou o ministro.

MUDANÇA DE PARADIGMA – Waldez Góes fez questão de destacar que, desde o início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve atento às questões climáticas e como eventos extremos poderiam impactar o Brasil. Com isso, Lula estipulou um novo paradigma de ações e prevenções que fizeram a diferença nas respostas que o país deu nos casos do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, entre outros.

“O presidente Lula assumiu o governo no dia 1º de janeiro. Ele assumiu dois compromissos, dentre tantos, falando de calamidade, de desastre, de eventos: retomou a política de resposta à população, de assistir à população numa situação de desastre, seja por enchentes, por queimadas, por estiagem, por deslizamento de terra, por seca, ou qualquer situação. E retomou a política de prevenção. Ele recriou o Ministério das Cidades e o dotou de um orçamento que não existia. A Defesa Civil não tinha nada”, lembrou o ministro.

Walder afirmou, ainda, que “na PEC da transição, o presidente Lula já garantiu recursos para a Defesa Civil para 2023 e recriação do Ministério das Cidades, com o objetivo de retomar o programa Minha Casa, Minha Vida, os projetos de proteção de encosta, de macrodrenagem, enfim, de todas essas políticas públicas voltadas à prevenção”. “De lá para cá, não faltou recurso, sempre destinado por medida provisória”, frisou o ministro.

CARTÃO – Outro ponto ressaltado foi o uso do cartão corporativo do Governo do Brasil nas ações de apoio aos municípios afetados por eventos climáticos extremos. “80% do uso de cartão pelo Governo do Brasil, no governo do presidente Lula, é feito pela Defesa Civil. Foram mais de 2,3 bilhões de reais de ajuda humanitária e restabelecimento pagos com cartão, que a gente passa para estados e municípios que sofreram ao longo desses três anos alguma dificuldade com esses tipos de eventos”, revelou.

FAKE NEWS – Waldez Góes lembrou que as despesas com cartão nessa gestão já foram alvos de fake news. “O que fizeram? Pegaram o gasto do Governo do Brasil com cartões de todos os ministérios e compararam com o que foi gasto com o governo anterior só pelo presidente da República. E aí tentaram fazer com que essa fake news virasse uma verdade. Mas já caiu por terra. Principalmente quando as pessoas tomam conhecimento de que aquela informação que tentaram dizer que tinha sido gasto pelo presidente, foi gasto para assistir as pessoas em abrigos, para salvar vidas, para restabelecer os serviços públicos das cidades atingidas. A ajuda humanitária e de restabelecimento que nós estamos fazendo agora lá na Zona da Mata, tudo a gente passa por cartão, como se fosse uma espécie de cartão corporativo para o município e para o estado, garantir aquela resposta”, frisou.

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