PolíticaPrincipais Notícias

Vladimir Lima afirma que estamos no menor déficit habitacional da história do país

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quarta-feira (29/4), o responsável pelo Ministério das Cidades exalta o sucesso do programa Minha Casa, Minha Vida, cuja meta inicial em 2023, de 2 milhões de unidades contratadas até 2026, foi superada com folga e, agora, passou para 3 milhões de unidades

Convidado do programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira (29/4), o titular da pasta das Cidades, Vladimir Lima, exaltou o sucesso do Minha Casa, Minha Vida e destacou, com números, a importância que o programa tem para os milhões de brasileiros que já foram beneficiados. O Minha Casa, Minha Vida também se tornou determinante para a economia do Brasil, uma vez que se constitui em um importante vetor na criação de empregos e no desenvolvimento do país e, principalmente, na redução do déficit habitacional, que atualmente está nos menores níveis da história.
 

“A gente está no menor déficit habitacional do país. Quando a gente lançou o Minha Casa Minha Vida em 2009, o déficit habitacional nacional era cerca de 10,2%. Estamos chegando em 7,4%, o menor déficit habitacional da série histórica, desde o início do levantamento, em 1995. É algo surpreendente”, frisou o ministro.
 

Vladimir Lima deu exemplos do impacto da redução do índice em alguns estados. “O déficit habitacional da Bahia (um dos estados com maior volume de entregas do programa) no final de 2022 estava em torno de 8,9%. Hoje, ele está vigorando em 7,1%, uma queda significativa de 1,8%. No Ceará, saiu de 7,4% para 6,6%”, explicou.

DIMENSÕES DO DÉFICIT HABITACIONAL – Vladimir Lima explicou que o Minha Casa, Minha Vida busca corrigir as dimensões do déficit habitacional, que afeta de modo negativo a vida de milhões de brasileiros. “O déficit habitacional tem três dimensões. A primeira são as moradias precárias, quando não há condições de a pessoa que está na unidade viver naquela casa. É uma casa improvisada, rústica”, revelou.
 

“Tem uma outra dimensão, que é a coabitação. Em pleno século 21, em 2026, a gente ainda tem famílias que compartilham o mesmo imóvel com outras famílias. Daí você imagina todos os tipos de problemas que decorrem disso. E a terceira dimensão é o que a gente chama tecnicamente de ônus excessivo. São famílias que pagam mais de 30% de sua renda com aluguel. E, muitas vezes, tem família que, além de estar pagando mais de 30% de sua renda com aluguel, ainda está morando numa casa precária. O programa vem tirando famílias do aluguel excessivo, da coabitação e da situação precária”, destacou.
 

ORÇAMENTO RECORDE – Outro ponto destacado por Vladimir Lima foi o incremento no orçamento do Minha Casa, Minha Vida. Há duas semanas, o Governo do Brasil anunciou avanços para o fortalecimento das políticas habitacionais do Ministério das Cidades e ampliou em R$ 20 bilhões os recursos do Fundo Social para o Minha Casa, Minha Vida, elevando o orçamento total do ano para R$ 45 bilhões. Com isso, o volume total de recursos desse fundo na habitação desde 2025 alcança R$ 60 bilhões.
 

“A tendência do orçamento é que isso fique cada vez maior. A gente tem aí um orçamento recorde do FGTS de R$ 145 bilhões. Junto com fundo social, com recurso subsidiado, chega a 200 bilhões. É o orçamento recorde do programa. Se eu somar isso ao orçamento de saneamento básico, de mobilidade, de encosta, são mais de R$ 200 bilhões. É um importante fundo de recurso, porque a gente empresta para a prefeitura e o estado fazerem obra de infraestrutura, com taxas de juros atrativas, que são taxas para o ente público de 8% a 9% ao ano, com prazo de carência de quatro anos, prazo para amortizar em 20 anos”, detalhou o ministro.
 

MAIOR POLÍTICA HABITACIONAL DO BRASIL – Vladimir Lima lembrou que as metas traçadas em 2023, na retomada do programa, foram superadas com folga. Ele apresentou números atualizados sobre o desempenho do Minha Casa, Minha Vida nesta gestão. “O Minha Casa Minha Vida se transformou na maior política habitacional do Brasil. Nossa meta inicial era contratar 2 milhões de moradias até dezembro de 2026. Nós já contratamos mais de 2 milhões e 300 mil moradias. Batemos a meta com um ano e um mês de antecedência. E aí o presidente Lula estabeleceu uma meta nova: 3 milhões de moradias até dezembro de 2026. Isso significa mais sonhos realizados, mais famílias com a casa própria, mais dignidade e qualidade de vida”, continuou Vladimir Lima.
 

DESTAQUE NA CONSTRUÇÃO CIVIL – Em março deste ano, o Minha Casa, Minha Vida foi destaque de um encontro de Incorporadores e Construtores da Região Nordeste, realizado em Salvador. O evento foi organizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e reuniu empresários, dirigentes e autoridades para debater o ambiente econômico de 2026 e os desafios da construção civil. Segundo estudo apresentado pela CBIC, o Minha Casa, Minha Vida foi fundamental para impulsionar o desempenho do mercado imobiliário brasileiro.
 

A pesquisa aponta que o programa foi responsável por 52% dos lançamentos e 49% das vendas de imóveis no quarto semestre de 2025, assumindo um papel de principal pilar do setor. Em um recorte regional, apenas para o Nordeste foram 14.510 unidades lançadas pelo programa, o equivalente a 64% de todos os lançamentos na região. “O programa Minha Casa Minha Vida, além de levar o sonho da casa própria, é um motor propulsor pra economia, pra construção civil, pra geração de emprego. A cada 10 brasileiros, nove aprovam o Minha Casa Minha Vida. Ou seja: o programa é um sucesso”, destacou Vladimir Lima.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *