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Aegea Saneamento registra lucro líquido de R$ 682 milhões no 1º semestre de 2024

A Aegea Saneamento registrou lucro líquido de R$ 682 milhões no 1º semestre de 2024, um aumento de R$ 439 milhões em relação ao mesmo período de 2023.

Ampliando a visão para o ecossistema de empresas geridas pela Companhia, que inclui a Águas do Rio, a receita líquida proforma do ecossistema Aegea atingiu R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre de 2024, um crescimento de 62,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA Proforma no mesmo período atingiu R$ 3,5 bilhões, uma expansão de 73,9% em relação ao 6M23, devido à evolução na performance das concessões, incluindo Águas do Rio, e à aquisição da Corsan. Nos últimos doze meses findos em junho de 2024, a Aegea executou, por meio do seu ecossistema, um total de R$ 5,7 bilhões em investimentos, valor R$ 3,5 bilhões superior ao mesmo período do ano anterior, sendo que esta expansão decorre do início de novas operações e dos investimentos em aumento de coberturas de água e esgoto, melhorias operacionais e redução de perdas nos mais de 500 municípios operados pela Companhia.

“Mais uma vez reportamos sólidos resultados, com evolução no desempenho operacional e financeiro, decorrente da expansão do nosso portfólio e dos investimentos nas regiões por nós atendidas. Nosso crescimento tem sido fundamentado na disciplina financeira, na implementação de melhorias operacionais com captura de sinergias e geração de valor para nossos stakeholders, impulsionando, desta forma, nosso crescimento de forma sustentável”, afirma André Pires, CFO da Aegea.

Nos últimos anos, a Aegea tornou-se uma plataforma de investimentos no setor de saneamento, atraindo capital de forma estruturada para suportar a expansão dos seus negócios. A governança dos negócios engloba o estudo diligente e minucioso de projetos pautado pela disciplina financeira e pelo Modelo Operacional Aegea, que representa a essência da Companhia, a sua forma de conduzir e administrar os ativos de saneamento.

Ainda em relação à governança dos negócios e disciplina financeira, a Aegea teve como destaque no período a continuidade da sua trajetória de desalavancagem combinada com a extensão do prazo médio do endividamento. O 1º semestre do ano foi encerrado com alavancagem societária, medida pela relação Dívida Líquida/EBITDA, de 2,47x, valor significativamente inferior ao limite de 3,5x dos covenants mais restritivos dos seus contratos de financiamento. Um ano atrás, este mesmo indicador estava em 3,21x.

Ampliando a visão para o Ecossistema Aegea, ou seja, considerando a Águas do Rio e a Parsan, que não são consolidadas nas Demonstrações Financeiras, a companhia fechou o 1º semestre de 2024 com alavancagem de 3,71x, sendo que no ano passado o mesmo indicador estava em 4,03x.

Por meio de operações de financiamento de longo prazo e com fontes diversificadas, incluindo a reabertura dos Bonds com vencimento de 2031 no mercado internacional, a Aegea ampliou o prazo do endividamento para 7,3 anos, o que se compara a 2,6 anos no segundo semestre do ano passado, demonstrando as iniciativas de gestão de passivos da companhia.

Ainda no 2º semestre, o ecossistema de empresas geridas pela Companhia atingiu a marca de 13,4 milhões de economias, 5,0 milhões a mais que no ano anterior. São 3,2 milhões de novas economias de água e 1,8 milhão de novas economias de esgoto. Desta forma, cerca de 8,9 milhões de pessoas passaram a ser atendidas pela Aegea com serviços de água enquanto aproximadamente 4,9 milhões de pessoas passaram a ser atendidas com serviços de coleta e tratamento de esgoto prestados pela companhia.

O volume faturado proforma atingiu 1,1 bilhão de metros cúbicos no 6M24, um crescimento de 40,4% ou 309,1 milhões de m³ em relação ao ano anterior. A aquisição da Corsan e o início de novas operações foram responsáveis por 83% do crescimento. As demais concessões da Aegea e a Águas do Rio foram responsáveis por 17% do crescimento.

Eventos Climáticos Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul foi severamente afetado por volumes extremos de chuvas. Tais ocorrências afetaram as operações da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e causaram desabastecimento em alguns municípios gaúchos decorrente, principalmente, do alagamento de sistemas operacionais, somado à falta de energia elétrica, que interrompeu o funcionamento de bombas e outros equipamentos.

No momento mais crítico das chuvas, 906 mil imóveis foram afetados com a interrupção dos serviços de abastecimento em 67 municípios. Por meio de uma força tarefa que contou com a contratação de geradores, instalação de reservatórios, perfuração de poços, instalação de estruturas de captação flutuantes, dentre outras medidas, em menos de 10 dias a Corsan retomou os serviços para mais de 700 mil imóveis em 52 municípios e, em 24 de maio, retomou a pleno as operações em todos os municípios atendidos.

Indo além do reestabelecimento dos serviços, a Corsan lançou o Programa de Apoio aos impactados pelos eventos climáticos nas regiões atendidas pela Companhia. Para as famílias que tiveram seus imóveis atingidos pelos alagamentos, foi concedida isenção do pagamento das tarifas de água, esgoto e serviço básico por 2 meses a partir de maio. Para aquelas incluídas na Tarifa Social, a isenção é maior, se estendendo por 6 meses, ou seja, até outubro. Para os consumidores que tiveram desabastecimento contínuo, mas não tiveram seus imóveis alagados, foi concedido 1 mês de isenção na tarifa de serviço básico de saneamento. Essa medida alcança 1,2 milhão de imóveis ou mais de 2,7 milhões de pessoas em mais de 60 municípios.

A Aegea ressalta que as apólices de seguros da Corsan são suficientes para cobrir os custos e despesas relacionados às enchentes, sendo a apólice de seguro de Riscos Operacionais com uma cobertura de R$ 231 milhões e a de Responsabilidade Civil com uma cobertura de R$ 50 milhões. O processo de regulação de seguros já está em andamento. 

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