Israel faz operações militares ao longo da fronteira com o Líbano
Segundo agência de notícias Reuters, forças israelenses iniciaram ofensiva nesta terça, abrindo uma nova frente nos conflitos do Oriente Médio. Ministro da Defesa disse ter autorizado avanço terrestre, e Exército afirmou estar criando ‘zona tampão’ no sul do Líbano.
O Exército de Israel iniciou nesta terça-feira (3) operações militares ao longo da fronteira com o Líbano, segundo a agência de notícias Reuters. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse ter autorizado o avanço de tropas para “assumir o controle de posições adicionais no Líbano”.
“O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu autorizamos as Forças de Defesa de Israel (IDF) a avançar e ocupar posições dominantes adicionais no Líbano, a fim de impedir disparos contra as comunidades israelenses na fronteira”, afirmou Katz em comunicado.
Um membro do governo libanês disse à Reuters que tropas israelenses estavam realizando investidas em algumas áreas ao longo da fronteira com o Líbano, e testemunhas afirmaram que o Exército libanês havia se retirado de pelo menos sete posições ao longo da fronteira. Segundo a agência AFP, as forças israelenses avançaram nas regiões de Kfar Kila e Khiam.
Pouco após o pronunciamento de Katz, o Exército israelense disse que está criando uma “zona-tampão” no sul do Líbano. “Na prática, o Comando Norte avançou, assumiu o controle do terreno dominante e está criando uma zona de amortecimento, como prometemos, entre nossos moradores e qualquer ameaça”, disse o porta-voz militar Effie Defrin.
As operações terrestres ocorrem em meio a uma maior mobilização de tropas e aparatos militares por Israel ao longo da fronteira com o Líbano ocorridas nos últimos dias, o que dá indícios de que Israel pode invadir o país vizinho por terra nas próximas horas ou dias.
Israel está combatendo o grupo rebelde Hezbollah, com o qual tinha um cessar-fogo desde outubro de 2024. A trégua foi quebrada após o grupo libanês ter disparado mísseis contra o norte de Israel no domingo. Desde então, Israel tem realizado bombardeios contra o sul do Líbano e também contra a capital Beirute, que foi atacada na segunda-feira (2) e também nesta terça.
Além disso, Israel convocou cerca de 100 mil reservistas desde sábado e tem enviado uma parte deles para a fronteira com o Líbano, ao norte. O governo libanês também afirmou que retirou seu Exército de regiões ao sul do país.
O confronto Israel x Hezbollah é mais um foco da guerra no Oriente Médio, que se alastrou para além do conflito entre EUA, Israel e Irã, que começou no sábado após bombardeios em território iraniano que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades militares do país.
As forças israelenses ocupam cinco posições no sul do Líbano desde novembro de 2024, mesma época em que Israel e o Hezbollah assinaram um cessar-fogo em seu conflito.
Guerra EUA e Israel x Irã
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.
Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, quase 800 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).
Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel, Irã e países do Golfo.
Os EUA informaram no domingo que seis militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu “vingá-los”.
“Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização”, afirmou o presidente dos EUA no domingo.
